Se fizermos uma reflexão sobre a história das empresas e a forma de administrá-las, certamente iremos nos deparar com uma série de mudanças e evoluções nos modelos de gestão. Como sabemos, é cada vez mais latente o emprego de tendências que indiquem a busca de maior eficiência, eficácia, uma estratégia de comunicação focalizada, técnicas e métodos de qualidade nos produtos e serviços que possam gerar e entregar valor percebível ao cliente. Dentro deste modelo, o direcionador utilizado pela grande maioria das empresas vem sendo a busca de uma geração e entrega de valor baseada na informação.
O interessante é que, apesar deste cuidado na geração e gestão de informação para os clientes, o espaço no mercado parece estar cada vez mais apertado e a concorrência cada vez mais próxima. É preciso inovar. Mas, como? Entregar informação consistente, confiável, realista e em tempo hábil é, de certa forma, até menos complexo, pois uma informação é sempre decorrente de um fato ou uma conjuntura destes. A grande sacada é entregar conhecimento. Não falamos aqui apenas do conhecimento acadêmico, que podemos obter em centros de estudos e universidades, mas do conhecimento proveniente da vivência, intercâmbio e aplicação prática (experiência) das várias soluções, conceitos e aplicações estratégicas que os profissionais vão desenvolvendo e implementando ao longo do tempo.
Esta forma de conhecimento é cada vez mais disputada e adquirida pelas organizações “a peso de ouro”, uma vez que não é tão comum e disponível no mercado. O fator determinante para o sucesso ou não de uma empresa, além de um bom modelo de gestão, é o caminho que ele seguirá, ou seja, o seu direcionamento estratégico futuro. Buscar e atingir esta visão de futuro não é uma tarefa simples. É necessária uma grande capacidade de observar, aprender e prever o comportamento dos mercados, dos consumidores e da tecnologia que será necessária para acelerar o uso do conhecimento, sem perder a racionalidade e, principalmente, o timing de um novo ciclo ou fase de um segmento.
O conhecimento como inovação de valor é uma nova fórmula de pensar sobre a execução de uma ou mais estratégias, que proporcionem a criação de novos espaços de mercado/segmento formando uma lacuna entre o seu negócio e os concorrentes. O alvo é localizar o tipo de solução que está sendo demandada pelos mercados/segmentos quando estes forem escolher bens e serviços, para tanto o modo mais coerente de se fazer isso é imaginar o que acontece ao longo da cadeia logística destes bens e serviços. Normalmente, um valor ainda explorado está em serviços que complementem um negócio, mercado ou conjunto de soluções já existentes e que giram em torno de modelos sempre iguais ou similares.
Demétrius Luis Franchiosi é consultor sênior em Negócios Empresariais da HBSIS – Soluções em TI.