Planejar é uma atividade inerente ao ser humano. Uns mais, outros menos, fazem o seu planejamento para um final de semana na praia ou na casa de campo. Planejamento para ampliar ou mudar de residência; para a troca de carro. Até a sofisticação de um planejamento para o homem ter chegado à lua. Por que fazemos isto já na nossa rotina diária para atingir metas pessoais e profissionais?
A necessidade do planejamento advém do fato de as atividades humanas exigirem a utilização de recursos, tecnologia, processos e pessoas, coordenados de forma integrada, para que se atinjam resultados. Esta necessidade reforça-se ao lembrarmos que essas atividades acontecem numa realidade cada vez mais complexa, num mundo de mudanças cada vez mais aceleradas, com variáveis cada vez mais incontroláveis. E convenhamos, quanto mais forte a tempestade e maior o balanço do mar, mais o timoneiro precisa estar atento e seguro aos desafios das águas por onde navega. As turbulências e incertezas que caracterizam o mundo atual de negócios impõem enormes e constantes desafios às organizações.
O objetivo principal do planejamento estratégico é proporcionar bases necessárias para as manobras que permitam que as empresas naveguem e se perpetuem mesmo dentro das condições mutáveis, cada vez mais adversas, em seu contexto de negócios. Nos tempos atuais, as organizações de sucesso são aquelas capazes de se adaptar adequadamente ao processo contínuo de mudanças no mundo dinâmico e competitivo. Mais ainda, o sucesso pode ser maior ainda à medida que elas se antecipam de maneira pro ativa a essas mudanças.
Na prática, isso significa planejar de modo que a empresa descubra e aproveite as oportunidades da maneira mais inteligente e compatível com seus recursos: dinheiro, capital humano e intelectual, produtos diferenciados, agilidade no cumprimento de prazos de entrega de produtos ou serviços, portfólio de clientes com um bom grau de fidelização, logística moderna, enfim, outras vantagens frente aos próprios concorrentes.
A estratégia é a arte de captar valor, de agregar valor e manter valor. Planejar é conhecer e entender o cenário e contexto; é saber onde se quer chegar e como atingir os objetivos; é saber como se prevenir; é calcular os riscos e buscar minimizá-los; é preparar-se também taticamente; é ousar as metas propostas e superar-se de maneira contínua e constante, mediante uma cobrança implacável de resultados. O planejamento estratégico direciona as ações da empresa em busca de resultados, lucros, crescimento e desenvolvimento que assegurem seu sucesso e perpetuidade. É uma ferramenta de gestão que já vai comemorar os 50 anos de existência e somente atinge sua eficácia máxima quando bem entendida e realizada por todas as pessoas da organização, num mutirão permanente e muito bem orquestrado.
Félix Theiss é consultor empresarial e conselheiro da Acib