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01/04/2009
A força tarefa nacional da Caixa no Vale do Itajaí

Vilmar Back

É o enunciado, é a própria missão da Caixa: “Promover a melhoria contínua da qualidade de vida da população brasileira”.

 

Ao lançarmos o olhar sobre a participação da Caixa nas ações emergenciais voltadas à recuperação dos danos provocados pelos eventos naturais verificados ao final de 2008 em Blumenau e em toda Santa Catarina, o sentimento maior é de exercício da nossa missão.

 

Nesta perspectiva, o posicionamento, proatividade e ações que se implementaram extrapolam o que se esperaria de um banco, de uma instituição financeira; mas, que, para a Caixa, enquanto empresa pública, socialmente responsável e voltada ao atendimento das expectativas da sociedade, cumpria realizar.

 

Poucos dias após a tragédia, instalou-se na Caixa um movimento sem precedentes nos seus quase 150 anos de história: mais de 30 Superintendências Nacionais, das mais diversas áreas, para cá se deslocaram, visando identificar intervenções que pudessem contribuir para reverter ou amenizar as consequências daqueles eventos.

 

Para a população, a face mais visível desta mobilização revelou-se no processo de liberação e pagamento dos saldos das contas vinculadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Apenas 10 dias após o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabeleceu os parâmetros para os pagamentos, a Caixa, no dia 22 de dezembro de 2008, já iniciava os atendimentos nos ginásios Galegão, de Blumenau, e Gabriel Colares, de Itajaí.

 

No dia 6 de fevereiro de 2009, há apenas 46 dias corridos do início dos atendimentos, marcávamos a desativação daquelas duas centrais, aqui em Blumenau e em Itajaí.

 

O equivalente à população do município passou pela Caixa em Blumenau neste curto período. Foram os atendimentos no Galegão para habilitação aos saques, os quais, depois, se replicavam nas agências e casas lotéricas para a retirada ou depósitos dos valores.

 

O que se realizou não tem paralelo na Caixa e só foi possível pela convergência e espírito público de centenas de pessoas na instituição e fora dela. Apenas nas agências de Blumenau, cujos números também incluem os valores referentes ao vizinho município de Luis Alves, até o último dia de fevereiro, pagou-se 314.799 contas do FGTS, totalizando R$ 447.040.170,00 em mãos da população.

 

Milhares de cidadãos tiveram nesses recursos o socorro mais imediato diante dos prejuízos; muitos outros encontraram ali a oportunidade de regularizar situações pendentes, lançando um novo olhar para possibilidades futuras; novos empreendedores despertaram; outros milhares, previdentes, preferiram guardar para a aposentadoria ou oportunidades futuras.

 

A verdade é que Blumenau e os municípios do Vale do Itajaí e de Santa Catarina atingidos duramente ao final do ano passado, ressurgem fortalecidos desses eventos. Há feridas, porém, ainda visíveis, dolorosas, realidade de solução das mais desafiadoras aos agentes públicos e privados, para todos nós, responsáveis que somos pelo bem estar da coletividade.

 

As cicatrizes ficarão como marcas na história de mais uma vitória de um povo guerreiro e altivo desta região. Naquilo que pudemos realizar, nós da Caixa, encontramos apenas razões para agradecer.

Aos quase mil funcionários da Caixa que para cá se deslocaram das mais diversas e por vezes remotas localidades do País; aos quadros executivos e técnicos da empresa, de cada uma das nossas unidades de apoio na matriz e nas Gerências de Logística, Segurança, Serviços Sociais, Tecnologia e Patrimônio; aos funcionários das nossas agências locais, prestadores de serviços e demais contratados temporários, a todos é preciso agradecer.

 

Quando falamos em responsabilidade social e espírito público, é dever de justiça reconhecer que há um segmento que, sobremaneira, mostrou-se presente de forma incansável no cumprimento desta determinação: os profissionais da imprensa e os seus respectivos veículos de comunicação de Blumenau e da região. Temos plena convicção de que sem a diuturna presença desses profissionais no esclarecimento da população, não teríamos alcançado êxito em nosso propósito.

Mais forte é a emoção ao rememorar o privilégio de testemunhar, durante todo este período, o comportamento compreensivo e digno da população de Blumenau. Ainda que, e por muitas vezes, não alcançássemos as condições de atendimento planejadas, angustiados pelas esperas extenuantes verificadas, recebemos, em todos os momentos, o apoio e encorajamento dessas mesmas pessoas, nos fazendo novamente motivados a prosseguir e nos aperfeiçoar.

 

A Caixa continua presente nos esforços de recuperação da região, interagindo especialmente para as soluções de habitação e infraestrutura, mas, também, pela implementação de facilidades no acesso ao crédito de forma geral, um modo de contribuir para manter forte e atuante toda a cadeia econômica no Vale do Itajaí.

 

A retribuição que temos recebido da sociedade, que a cada dia mais utiliza nossos produtos e serviços, nos indica que estamos no caminho certo. Muito obrigado.  

 

Vilmar Back é superintendente regional em exercício da Caixa Econômica Federal

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