Durante a edição da ExpoGestão de 2005, evento empresarial que prestigio até hoje, na palestra de abertura, Miriam Leitão já adiantou que o Brasil é um país acostumado com crises e que evolui continuamente, basta ver seu histórico. Miriam salientou que “apesar das crises, o Brasil avança, melhora, muda e amplia mercados consumidores”.
Mais recentemente, no Fórum de Marketing de Curitiba, que ocorreu no dia 13 de novembro de 2008, onde pude ver de perto o guru do Marketing, Phillip Kotler, ele também falou sobre a crise, mas salientou que “o momento é de oportunidades e não de recessão”. Por isso, levanto a bandeira de que precisamos arregaçar as mangas, aprender com tudo o que está acontecendo, mas, acima de tudo, buscar novas saídas e concretizar planos criativos que antes nem cogitávamos executar. É hora de pensar grande e tirar proveito das oportunidades.
E, se tratando de marketing, basta analisar as notícias que nos fazem pensar para frente. Sempre busco ver as coisas pelo lado positivo e foi lendo a revista Exame que me deparei com uma matéria excelente, onde pesquisas mostram que as empresas que mantêm e até mesmo aumentam seus investimentos em marketing, ganham mercado, incrementam suas vendas e saem mais fortes quando a máquina da economia volta a funcionar. Segundo dados da matéria, “um estudo realizado em 2002, pela consultoria McKinsey, analisou a atuação de mil empresas durante o período entre 1982 e 1999, que compreendeu três grandes crises - o segundo choque do petróleo com a revolução dos aiatolás no Irã, uma recessão americana no final da década de 1980 e as crises da Ásia e da Rússia no final dos anos
Para alguns empresários, os períodos de crise são excelentes para fortalecer suas marcas e ganhar uma fatia significativa de mercado, tendo em vista que os concorrentes se intimidam com a situação, diminuindo ou até mesmo cortando as verbas destinadas ao marketing. E o consumidor, percebendo isso, acaba migrando para as marcas que se mantêm fortes e em constante contato com seu público.
É fato que a crise está aí e tem seu peso. Mas há que se considerar o percentual especulativo dela e trabalhar acima desta linha, fomentando, acima de tudo, a crença de que a inovação e a criatividade exercem um papel fundamental no desempenho das empresas, mesmo em meio a uma crise deste porte. Ficam as alternativas: chorar ou aproveitar. A escolha é sua.