Nestes mais de 20 anos desenvolvendo e formando gestores para as organizações, tenho constatado o quão difícil é a tarefa de liderar. Percebe-se que gerir processos, rotinas ou procedimentos é tarefa mais fácil, mas quando se trata de pessoas, bem, o assunto fica mais sério.
Teorias, conceitos e estudos sobre o tema todos os dias inundam nossas livrarias, virtuais ou não, no entanto, a prática, muitas vezes, é descrita como distante, pois na verdade estamos sofrendo de uma carência muito grande de bons líderes. Muitas vezes, as organizações, com o objetivo de valorizar seus profissionais, promovem por competência técnica ou por tempo de empresa para o papel de liderança, e, na maioria das vezes, sem o preparo e sem a vontade genuína do profissional. Entendo que liderança é, acima de tudo, escolha, e esta escolha pode estar contaminada pelo desejo de um salário melhor, de mais status e de mais valorização, e não pela “vocação verdadeira” de liderar pessoas.
Quando me pedem para conceituar esta “vocação verdadeira”, eu respondo que liderar, muitas vezes, é renunciar tempo com a família, amigos, colegas, lazer, etc., é a “vontade genuína” de inspirar, servir, apoiar, influenciar, enfim, agregar valor e ser modelo o tempo inteiro, gerenciando conflitos e tomando decisões.
Gosto também do termo transformar. Penso que liderança transformadora é aquela que se baseia na credibilidade para construir confiança mútua, que tem visão de futuro e inspira a ação dos liderados, fazendo com que estes valorizem cada instante difícil e de aprendizagem. Ao mesmo tempo, é aquela competente ao assumir papéis como mentor ou coach.
Acredito que os grandes desafios estão em desenvolver seus profissionais para que estes também possam ser líderes, e de procurar flagrar seus funcionários fazendo algo certo de preferência reconhecendo.
Porque algo certo?
A maioria dos líderes é um caçador de erros e, acredite, você vai se surpreender ao quebrar este paradigma, Nossos funcionários acertam muito mais do que erram, então porque olhar só para o erro?
Outro desafio é sentar para conversar. Que tal perguntar aos liderados o que eles esperam de você como líder? Não da empresa, mas de você como líder. Pesquisa recente em revista de publicação nacional mostrou que
Como conclusão, é importante ressaltar que, apesar de difícil e do alto grau de exigência, exercer o papel de líder é desafiador e estimulante, pois estamos sempre agregando valor e ajudando os outros a dar significado para o trabalho e para a vida.
É claro que a remuneração e o status têm importância, mas servir de modelo inspirador, facilitando o aparecimento de novos talentos, é, no mínimo, motivador e gratificante.
Elton Soares é consultor organizacional e diretor da Dimensão Empresarial