O processo para a implementação e o desenvolvimento de um Sistema de Gestão da Qualidade, pode ser dividido em três fases a saber:
A Implementação ? é a fase que demanda mais tempo e trabalho. Trata-se da estruturação em forma e conteúdo de todos os processos, pautados nos princípios da gestão da qualidade. Uma fase que requer compromisso, dedicação e perseverança, pois implicam na transformação de posturas, conceitos e metodologias. É nesta fase que concretizamos mudanças, adequamos recursos e aprimoramos pessoas.
A Certificação ? é conseqüência da primeira fase, ou ao menos deveria ser. Uma implementação de conteúdo gera resultados, muito além da certificação como reconhecimento do mercado, mas traz consigo a melhoria do desempenho próprio de equipes e processos. É sobretudo, o reconhecimento de um organismo credenciado para tal. Antecedida de muita expectativa, os anseios e preocupações atingem na véspera, seu pico máximo para o desgaste humano. As auditorias são acompanhadas de extrema tensão, atenção e emoção.
O Desenvolvimento ? a terceira e quase esquecida fase, é, depois da primeira, a de maior impacto nas equipes. Trata-se de um período em que parece termos atingido tudo o que era preciso. Nem sempre a vemos como o trampolim para o sucesso, mas é sem sombra de dúvida a mais proveitosa de todas. A organização certificada está estruturada para melhoria, mas não o faz por si só. Um Sistema de Gestão da Qualidade tem por premissa a base para melhoria da qualidade e desempenho das organizações, mas necessita da ordem dos trabalhos para obtenção de resultados e atingimento dos objetivos.
No Ciclo PDCA, podemos observar a forte participação do ?C? como fonte de oportunidades para melhoria do desempenho. Com a implementação dos pontos de medição sabemos exatamente como estão os resultados de cada processo, etapa ou parte da organização. Uma análise adequada, é constituída de uma fonte fidedigna de informações, de um relatório claro e conciso, de uma equipe focada no objetivo da medição e com propósitos conscientes no estado da arte.
O monitoramento das operações de trabalho, deve ser contínuo, com base nas premissas citadas anteriormente. Desde a medição da satisfação de clientes e funcionários, no acompanhamento da confiabilidade dos fornecedores e terceiros, na medição da capabilidade de processos, temos a clara identificação de pontos fracos da estrutura. Uma administração holística força a complementação destes monitoramentos e possibilita um acompanhamento amplo e adequado de todas as funções ou processos da organização.
O cerco aos problemas propicia benefícios imensuráveis as organizações, quer seja pelo estabelecimento de uma cultura efetiva da melhoria, pelo desenvolvimento objetivo e eficaz de produtos e processos, ou pela transparência no trato das oportunidades.
Enfim, um Sistema de Gestão da Qualidade certificado, não deve, em hipótese nenhuma, ser limitado ao atendimento das obrigações contratuais de certificação, pois, no mínimo, é o desperdício do estabelecimento da competitividade mundial, que pode nos fazer equivaler aos países ditos de primeiro mundo e nosso ingresso em novos mercados.
Ney Dieter Geissmann é integrante do Núcleo de Qualidade da Acib e especialista em Gestão Empresarial da Uniquality Serviços Ltda.