Blumenau, 07 de setembro de 2010.
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Meio: Jornal de Santa Catarina
Editoria: Economia
Autor:

Data: 09/03/2010

(*)Muita água? Tarifa mais cara


Empresários pedem explicações ao Samae sobre aumento sem aviso para quem consome grandes volumes 

Comerciantes e industriais levaram um susto com a chegada da última conta de água. O valor das faturas disparou. Isso porque um decreto assinado pelo prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) em outubro de 2009 criou novas faixas de cobrança de água para estas duas categorias. A mudança começou a valer em janeiro.

Até o ano passado, indústrias e comércios pagavam R$ 26 pelos primeiros 10 metros cúbicos de água consumidos, e a partir do 11º R$ 3,99 por metro cúbico, sem limite de consumo. Com o decreto, o Samae criou uma nova faixa. Cada metro cúbico excedente a um teto de 30 custará R$ 7,18. Com a alteração, o valor das faturas de quem gasta volumes maiores de água disparou.

Segundo o vice-presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Carlos Tavares D’Amaral, todos foram pegos de surpresa:

– Em momento algum o Samae entrou em contato conosco para falar sobre a mudança. Só soubemos agora, quando as contas chegaram. Fomos pegos de surpresa – diz.

D’Amaral relata que vários industriais e comerciantes ligados à entidade entraram em contato para saber o que havia ocorrido. Em alguns casos, de acordo com o empresário, o aumento da conta de água chegou a 40%. Conforme o diretor-presidente do Samae, Luiz Ayr Ferreira da Silva, a mudança foi necessária porque o Samae estaria “subsidiando” água para grandes empresas, cobrando preços semelhantes aos que pequenos consumidores pagam.

– Para as indústrias e comércios que consomem até 30 metros cúbicos, não vai mudar nada. Só sentirá o efeito quem consome mais do que isso – afirma.

Ayr explica que, por causa da insatisfação da classe empresarial, a cobrança da fatura do mês passado pode ser suspensa. Há uma ordem dentro do Samae para que não se corte o fornecimento de água para nenhuma empresa até que se negocie a alteração.

– Vamos conversar com os empresários e industriais para ver como faremos. De repente, aplicar esta mudança aos poucos – sugere.

Ontem à noite, Ayr foi à Acib conversar com os empresários sobre a polêmica, mas não mencionou a possibilidade de suspensão. Uma reunião entre técnicos da entidade e do Samae foi agendada para quinta-feira à tarde.

– O poder público precisa conversar com a sociedade primeiro antes de majorar valores como este – critica D’Amaral.

 
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