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29/11/2018 - Economia
“Depois de quatro anos de recessão, Brasil está pronto para voltar a crescer”

Fernanda Momm
Executivos do Bradesco abordaram as perspectivas econômicas do Brasil para os próximos anos.

A Acib promoveu nesta quarta-feira (28) duas palestras com executivos do Bradesco, que abordaram as perspectivas econômicas do Brasil para os próximos anos.  O encontro aconteceu no espaço de eventos Moinho do Vale, com a presença de cerca de 350 pessoas. O presidente da Acib, Avelino Lombardi, destacou a importância da parceria da entidade com eventos como este para a classe empresarial.

Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe do Bradesco, abriu a programação com a palestra “Uma nova agenda econômica em um mundo mais volátil”. Com uma análise simplificada do cenário externo e interno, o executivo destacou que “o mundo emergente vai se deparar com duas forças contrárias: taxa de juros mais alta x crescimento global mais baixo”. Ele apontou fragilidades da economia brasileira e os caminhos que devem ser percorridos para a retomada.

Conforme lembrou Barbosa, o Brasil entrou em recessão em 2014, e, apesar de ter saído do período recessivo, a pujança do crescimento não foi retomada. O consumo das famílias, por exemplo, está 10% abaixo da média histórica.

“Perdemos a capacidade de crescer no longo prazo e a consequência disso é aumento do desemprego, cuja taxa está em 12%. Essa é uma fragilidade que nos deixa vulneráveis no cenário externo. País que não cresce não atrai investimento”, destacou Barbosa.

Outra fragilidade, segundo o economista-chefe, é o déficit das contas públicas brasileiras e o aumento da dívida bruta. “O mundo está mais hostil e o Brasil tem estes dois grandes temas para cuidar! É isso que temos que pensar”, apontou.

A boa notícia é que os sinais iniciais da nova equipe econômica sinalizam atenção a estes pontos. “Bolsonaro foi eleito com uma campanha voltada para a agenda de mudanças: teto dos gastos, independência do Banco Central, simplificação tributária e abertura comercial”, lembrou.

Explicando cada ponto, Barbosa destacou que o teto de gastos faz com que despesas caiam e promove taxas de juros menores. A independência do BC, por sua vez, diminui a volatilidade da taxa de juros. “Você sabe que ele não vai deixar a inflação fugir ao controle”, pontuou.

Com relação à questão tributária, Barbosa foi enfático. “Acho impossível o Brasil cortar impostos, mas tem muito espaço para simplificar e estudos indicam que apenas com isso é possível crescer cerca de  1,5 ponto por ano”, afirmou.

Por fim, na análise de Barbosa, a abertura comercial é indispensável. “O Brasil precisa se abrir economicamente, hoje é um dos mais fechados do mundo. E a gente precisa se integrar! Buscar mais inovação, mais tecnologia. Se a agenda de abertura for conjugada com agenda de simplificação tributária, o país vai deslanchar”, avaliou.

No entanto, existem desafios. “O risco principal é se o próximo governo vai implantar mesmo essa agenda. A execução no congresso será tão importante quanto a agenda. Por isso, quanto mais segurança tivermos a partir de fevereiro, mais chances temos de ficar otimistas e com melhores perspectivas”, destacou Barbosa.

O diretor-presidente do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, também se mostrou otimista.

 “O próximo presidente foi eleito de forma legítima e tem autoridade e responsabilidade para conduzir o governo. Não vejo nenhum risco para a democracia. Ele foi eleito respeitando a constituição. Vejo preocupação em se colocar pessoas capacitadas, especialmente no segundo escalão, para tocar o governo”, destacou.

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