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16/05/2017
Certificar? Por quê?

Autor: Ney Dieter Geissmann

Qual é o melhor momento para se iniciar a implementação do Sistema de Gestão da Qualidade - SGQ? Minha empresa está preparada para implantar o SGQ? A certificação de Sistemas é lucrativa?

A busca de apoio no processo decisório para certificação é sempre dificultada pela ótica da questão em si. Devemos certificar para crescer ou devemos crescer para então certificar?

Erroneamente entendemos que certificar é a fase final, e então ouvimos: “...minha empresa não está preparada para um sistema de gestão da qualidade...”, ou “...nossos clientes ainda não estão exigindo a nossa certificação...”.

O processo de certificação é visto quase sempre como o reconhecimento da construção das competências nos negócios após o sucesso atingido. Quando na verdade a busca pelo sucesso está inserida no processo de certificação. Portanto certificar significa planejar, implementar, medir e gerir (ou melhorar) toda e qualquer estrutura organizacional para o sucesso. Na primeira etapa, decidimos pelo sucesso ou a permanência do “status cuo” mercadológico, isto é, devemos crescer e solidificarmos, ou devemos nos manter como estamos, pois os resultados nos remuneram adequadamente?

Esta decisão está muito além de uma análise simplista de resultados pontuais, pois transcende as questões mercadológicas e operacionais temporais. Decidir pelo sucesso pode significar decidir pelo lucro ou não, pela perpetuação do negócio ou não, pela continuidade saudável ou não, sem considerar tão somente o crescimento quantitativo da produção, funcionários ou faturamento.

Após a decisão pelo sucesso segue-se a segunda etapa – a implementação. Esta implica na estruturação e funcionamento “regrado” de todas as atividades ou processos da estrutura. É quando questionamos, alteramos, melhoramos cada uma de nossas atividades. Aquilo que fazemos bem, solidificamos. Aquilo que podemos melhorar, ajustamos. No que não possuímos competência estabelecida, adequamos.

Um Sistema de Gestão da Qualidade deve inicialmente e impreterivelmente satisfazer a algumas premissas:
Ser consistente em relação as necessidades reais da organização;
Criar valor ao cliente, através da sua atividade-fim;
Aumentar o desempenho da organização trazendo resultados efetivos a sua operação.

Estas premissas nem sempre são atendidas já no processo de estruturação e implementação dos SGQ´s conhecidos. Em um bom número de sistemas implantados, objetiva-se atender aos requisitos das normas de referência (ISO 9000, 14000, 18000, etc.) sem ao menos entender quais os seus efeitos nas operações diárias. Uma gestão consistente tem sua base estabelecida na realidade, na prática do gerenciamento de cada processo dentro da organização.

A terceira etapa, é a avaliação da implementação realizada. A verificação ao atendimento das premissas apresentadas já é um excelente começo para sabermos se podemos seguir em frente. Um processo de auditorias é sabidamente o mais conhecido e praticado, mas em si ele não responde a todas as questões do sucesso. A avaliação é por princípio uma atividade embutida em qualquer atividade profissional. A Gestão Empresarial reúne um conjunto holístico de avaliações do sucesso. Se, e somente se o sucesso for real, podemos chegar na quarta e última etapa – o reconhecimento pelo certificado. A parte final do reconhecimento é notória e automática, percebida nos resultados de vendas, faturamento ou produção. Um reconhecimento terceirizado, por organismos reconhecidos, é indubitavelmente a formalização do sucesso.

Sejamos pois um país de certificações, do sucesso e da competência!!!
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